Caroline Guarnieri

Estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Produtora, repórter e editora na UFRGS TV; e repórter no Caderno 2, programa de jornalismo cultural do NEPTV-UFRGS.

"Você me ama?"

Curta-metragem original produzido por alunos da FABICO - UFRGS. Direitos da música cedidos pelo artista Dylan Gardner para a execução deste trabalho sem fins lucrativos. “Você me ama?” é um curta metragem que retrata a rotina de um casal dividindo o mesmo apartamento. Uma das personagens acredita estar vivendo um amor unilateral: enquanto se entrega totalmente ao relacionamento, sua parceira falta com calor humano. No dia de uma comemoração, sentindo cada vez mais a falta de afeto, ela se questiona porque não é correspondida. Seriam esses sentimentos realmente não recíprocos ou coisa da sua cabeça? Direção de Fotografia CAROLINE GUARNIERI Direção de Som CAROLINE GUARNIERI Continuísta CAROLINE GUARNIERI Assistente de Direção CAROLINE GUARNIERI

Pela liberdade de menstruar

Hoje, cerca de 30% do Brasil menstrua — mas nem todos com dignidade A menstruação é um fenômeno que invariavelmente acontece com mais da metade da população mundial, e ainda assim é abordada por meio de sussurros e segredos. “Eu senti que, a partir do momento que eu menstruasse, eu não ia ser mais criança, as pessoas iam começar a me olhar de um jeito diferente”, conta Amanda Dal Ponte, moradora de Porto Alegre, de 19 anos, que menstruou aos 11. Raíssa Kist, gaúcha do interior e também moradora de Porto Alegre, de 27 anos, cofundadora da empresa de calcinhas menstruais Herself, sofria com cólicas na adolescência, porém não queria que outras pessoas soubessem. “Parece que tem muito esse traço presente de que é algo que limita a mulher, que ela perde a credibilidade”, expõe.

Do outro lado da pergunta

Denise Odorissi, correspondente internacional da CNN em Londres, assume o lugar de entrevistada Meu primeiro contato com a Denise foi na segunda casa dela: a televisão. A correspondente internacional da CNN Brasil, de 38 anos, mora em Londres desde o final de 2019, pronta para estrear no canal em março de 2020. Já estava acostumada, então, a vê-la nos links ao vivo da emissora com o outro continente, até que pudemos conversar “cara a cara” no dia 25 de março, com 3h de diferença de fuso horário. Muitas coisas separam uma estudante de jornalismo de Porto Alegre de uma jornalista paulista que trocou São Paulo pelo Reino Unido, mas logo no início da nossa conversa já pude perceber semelhanças.

Vacinas têm novo inimigo

A biomédica, PhD em neurociências e pós-doutoranda em bioquímica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Mellanie Fontes-Dutra, conta que esse movimento é presente no Brasil, ainda que mais forte no exterior. Ela afirma que o contexto de insegurança, medo generalizado e vulnerabilidade provocado pela pandemia da Covid-19 causou uma nova onda do movimento. A falta de conhecimento científico sobre as pesquisas que estão acontecendo por parte da massa do povo tornou o cenário fértil para tal propagação. Os pais assustados, de acordo com a cientista, são uma grande parte dos atingidos pela filosofia antivacina. Ao não quererem que seus filhos corram algum risco ou adoeçam, eles deixam de vaciná-los. Mellanie reitera que, na verdade, “o risco é justamente não se vacinar”.

“Gramado era uma janela que tava aqui do lado”

“Quando a gente começou a fazer cinema, as produtoras que a gente tinha eram de gaveta, uma nota fiscal na casa da gente, não tinha estrutura nenhuma”, conta Furtado. A produção de cinema no Rio Grande do Sul nos anos 1980 era, e de certa forma ainda é, dificultada pelo predomínio do eixo Rio-São Paulo. Realizadores do Brasil inteiro se deslocavam para a região sudeste na vontade de fazer um cinema com projeção nacional, já que outros pontos do país tinham pouca visibilidade e menos recursos, po
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